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25.2.05

Menina de Ouro - Excelente do início ao fim

Menina de Ouro (Million Dollar Baby)

Dentre todos os filmes indicados ao OSCAR esse ano, este merece um destaque. Confesso que fui ao cinema esperando um “Rocky” de saias, mas o longa transcende as barreiras do esporte. Não é um filme de boxe e sim um filme com boxe. O esporte é apenas pano de fundo para um drama que abrange entre outras coisas o relacionamento familiar.

Frankie Dunn (Clint Eastwood) é uma lenda do boxe. Por ele passaram grandes lutadores e passou a vida nos ringues. Sofrendo com o doloroso distanciamento da filha, Frankie há muito tempo optou por não se aproximar de ninguém. Seu único amigo é Scrap (Morgan Freeman), ex-boxeador que cuida do ginásio de Frankie e sabe que por baixo da aparência rude, encontra-se um homem que freqüenta a missa quase diariamente há 23 anos, em busca de um perdão que nunca consegue alcançar. E então Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) entra em seu ginásio a fim de se tornar uma lutadora de boxe profissional. Maggie traz consigo um talento não-lapidado, uma determinação inabalável e uma tremenda força de vontade. Mais do que tudo, porém, deseja que alguém acredite nela. Por não desejar -- ou por não ser capaz de -- desistir do seu objetivo de vida, Maggie se entrega totalmente ao treino diariamente, encorajada apenas por Scrap. Vencido pela determinação de Maggie, Frankie acaba por aceitar treiná-la. Revezando momentos em que se agridem ou se inspiram mutuamente, os dois descobrem ter um espírito em comum que transcende as dores e perdas que sofreram no passado, e encontram um no outro a família que há muito perderam. O que eles não sabem é que em breve enfrentarão uma batalha que exigirá mais coragem do que qualquer outra.

“Meu Deus!”. Este é o grito que ecoa em sua cabeça quando “Menina de Ouro” atinge 90 minutos de duração. Não, não se trata do final do longa, este tem mais 47 minutos de duração, e sim de uma das maiores reviravoltas a chegar aos cinemas nos últimos anos. É claro que não irei ousar falar do que se trata, mas devo dizer que é a respeito da eutanásia. MENINA DE OURO dá uma guinada na altura do segundo terço do filme, no qual mostra algo que a maioria das histórias não ousaria. Mas quando isso ocorre já estamos tão envolvidos com os personagens principais que os seguiremos para onde quer que eles se dirijam – os problemas deles tornam-se nossos problemas.

As atuações são sublimes e a direção impecável. Indicado a 7 Oscars, atrás apenas de “O Aviador”, que levou 11 indicações, o longa é imperdível. Hilary Swank assusta o público com sua maestral interpretação. Ela é o centro do filme, mas ao seu lado aparecem Freeman e Eastwood. Tanto Hilary, quando os dois homens conseguiram indicações ao Oscar por suas interpretações.

O filme também evita o dramalhão, como no conflito com a família vulgar e pobre, que deseja apenas se aproveitar da boxeadora e quer ficar com o dinheiro, sem ao menos disfarçar a desaprovação pela escolha dela. O fato é mostrado sutilmente.

Jamais em nenhum outro filme que envolva boxe a alma humana foi tratada com tamanha profundidade e sentimento. Simplesmente pertubador! Assisti ao filme por acaso, como quem vai à um Shopping, porém, mal sabia a avalanche de emoções que seria aquilo. Sai do cinema literalmente nocauteado. Parabéns, Clint Eastwood! Que venha o OSCAR!

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Título Original: Million Dollar Baby
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 137 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Site Oficial:
http://milliondollarbabymovie.warnerbros.com
Distribuição: Warner Bros. / Europa Filmes
Direção:
Clint Eastwood
Roteiro: Paul Haggins, baseado em estórias de F.X. Toole