::. Dissertações De Um CINÉFILO .::

7.9.05

A Sogra (Monster in Law)

Comédias sobre familias sempre são engraçadas, por mais batidas e repetitivas que estejam. Essa é mais uma dessas típicas comédias norte-americanas, que consegue te fazer viajar no filme sem notar o tempo passar.

Na comédia romântica “Até que A Sogra Nos Separe” (título original, depois simplificado para "A SOGRA") depois de anos procurando o príncipe encantado, Charlotte ‘Charlie’ Cantilini finalmente encontra o homem dos seus sonhos, Kevin Fields, mas acaba descobrindo que a mãe dele, Viola, é a mulher dos seus pesadelos. Âncora do noticiário em rede nacional, Viola é despedida e teme perder o filho da mesma forma que perdeu o emprego. Ela decide, então, espantar a noiva do filho tornando-se a pior sogra do mundo. Para isso conta com a ajuda de sua assistente de longa data, Ruby, que faz de tudo para que Viola leve adiante seus planos malucos. Acontece que Charlie resolve revidar e as duas vão ter de disputar para ver quem é que manda afinal.

Jennifer Lopez é um destaque no filme. Ela definitivamente deveria desistir de fingir que canta e se dedicar só a carreira cinematográfica. Sua voz infantil e boa interpretação de doce menina inocente ajudam ao público a rir muito mais das maldades da Sogra. Aliás, sogra grandemente interpretada pela veterana Jane Fonda.

Aproveito, também, para elogiar o diretor Robert Luketic: criar seqüências em que as personagens imaginam atos de violência contra suas inimigas é uma idéia genial! E toda vez que eu via que o que acabara de ocorrer na tela era apenas fantasia de uma das protagonistas, saltava da poltrona, tamanha a excitação que sentia com a surpresa!

'A Sogra', consegue inovar algumas piadas, trazer astros famosos e populares, e ainda adicionar uma batalha bastante divertida. Muito divertida. Assim sendo, o filme se torna um passatempo leve e engraçado, destinado a toda a família. Imperdível!

Título Original: Monster-in-Law
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.monsterinlaw.com
Estúdio: New Line Cinema / Avery Production / Bender-Spink Inc. / Avery Pix
Distribuição: New Line Cinema / Warner Bros. / PlayArte
Direção: Robert Luketic
Roteiro: Anya Kochoff

26.8.05

Água Negra (Dark Water)

Antes de tudo preciso esclarecer que "Água Negra" não é um filme de terror. Tem alguns toques de suspense, mas o drama prevalece. Por isso, não chegue à sala de cinema achando que vai levar sustos fortes ou ver tensão na tela, para não se decepcionar. Aliás, esse roteiro de terror japonês com a mão dramática de do brasileiro Walter Salles se dá muito bem.

O filme conta a história de Dhalia (Jennifer Connelly). Mãe de Ceci (Ariel Gade), ela acaba de se divorciar e está no meio de um complicado processo judicial na disputa pela guarda da filha. Ao mesmo tempo, deve lidar com os traumas que teve no passado com a mãe alcoólatra. Tentando começar uma vida nova, se muda para um novo apartamento e começa a trabalhar em um novo emprego. Mas o orçamento curto só permite adquirir um imóvel longe do centro da cidade de Nova York, onde vivem. Elas alugam um apartamento num prédio velho, cheio de infiltrações. Logo os problemas estruturais chegam no apartamento de Dhalia, quando uma enorme infiltração invade o teto de seu quarto.

Investigando as origens da goteira, ela descobre que o apartamento sobre o seu, aparentemente vazio, está alagado porque alguém deixou as torneiras abertas. Misteriosamente, ele nunca seca, mesmo quando Dhalia as fecha. Enquanto isso, Ceci começa a falar sobre uma amiga imaginária, mas sua mãe não dá muita bola, somente quando a filha começa a agir de forma estranha e violenta.

Enquanto Dhalia tenta descobrir de onde vem tanta água, somos envolvidos em uma trama sobrenatural. Não é uma produção sobre fantasmas, mas sim sobre a maternidade e o abandono. O banho de sangue dos tradicionais filmes de terror dá lugar à água negra, que jorra e escorre pelas paredes do apartamento. Salles transforma Nova York em Londres com a chuva que nunca pára de cair.

Jennifer Connelly está lindíssima em uma atuação perfeita. A jovem Ariel Gade também se sai muito bem, apesar de não ter uma interpretação impecável como Dakota Fanning (sim, fiquei mal acostumado e exigente por causa dela).

Os minutos finais do filme são os melhores. A forma como todo o suspense é tomado pelo drama típico de Salles é brilhante!

Enfim, uma produção que você não pode perder! Acima da média.

Título Original: Dark Water
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: http://darkwater.movies.go.com
Estúdio: Touchstone Pictures / Vertigo Entertainment / Post No Bills Films / Pandemonium Productions
Distribuição: Buena Vista Pictures
Direção: Walter Salles
Roteiro: Rafael Yglesias, baseado em livro de Kôji Suzuki e em roteiro de autoria de Hideo Nakata e Takashige Ichise

12.8.05

Sin City - A Cidade do Pecado (Sin City)

Chega ao cinema mais uma adaptação aos quadrinhos. E um grande desafio para Frank Miller, realizar uma adaptação de quadrinhos com classificação de 18 anos, com muita violência e sexo.

Pelo estilo peculiar do filme em preto-e-branco e cenário 3D, esperava algo mais ao estilo “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”, mas “Sin City - A Cidade do Pecado” não chega aos pés do glammour do anterior.

Sin City é uma cidade que seduz as pessoas. Nela vivem policiais trapaceiros, mulheres sedutoras e vigilantes desesperados, com alguns estando em busca de vingança e outros em busca de redenção. Um deles é Marv (Mickey Rourke), um lutador de rua durão que sempre levou sua vida a seu modo. Após levar para casa a bela Goldie (Jaime King), ela aparece morta em sua cama. Isto faz com que Marv decida percorrer a cidade em uma jornada pessoal, em busca de vingança. Além dele há Dwight (Clive Owen), um detetive particular que tenta a todo custo deixar seus problemas para trás. Após o assassinato de um policial, Dwight se apresenta para proteger suas amigas, as damas da noite. Há também John Hartigan (Bruce Willis), o último policial honesto da cidade, que restando apenas uma hora para se aposentar se envolve na tentativa de salvar uma jovem de 11 anos das mãos do filho de um senador.

Três histórias de “Sin City” foram adaptadas no filme. Das três a mais bem sucedida é a primeira, “Cidade do Pecado”, que é protagonizada de por Mickey Rourke e traz de forma surpreendente Elijah “Frodo” Wood como o vilão. Outrtos destaques vão para a atuação convincente de Bruce Willis, como o último policial honesto (o que não significa que ele é bonzinho), John Hartigan e para a beleza estonteante de Jessica Alba, como a ex-franzina Nancy Callahan.

O dirtetor Robert Rodriguez declarou que não via Sin City como uma adaptação, mas sim como uma tradução. Por isso é preciso relevar o fato de os heróis pularem pelos prédios, levarem 200 tiros por segundo e sofrerem os mais teríveis acidentes e nunca morrerem.

Há violência às toneladas, além de muito erotismo e temática pesada. Não é um filme de fácil digestão, ou um filme para as grandes massas. Canibais, prostitutas, assassinos, policiais corruptos, este é o mundo de Frank Miller, dos quadrinhos para as telas. Se não quiser encrenca, dê o fora da cidade do pecado.

- Clique aqui para ver o trailer. Você precisa do Quicktime para isso.

Título Original: Sin City
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 126 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.sincitythemovie.com
Estúdio: Dimension Films / Troublemaker Studios
Distribuição: Dimension Films / Miramax Films / Buena Vista International
Direção: Frank Miller, Quentin Tarantino e Robert Rodriguez
Roteiro: Frank Miller

6.8.05

A Ilha (The Island)

Eu esperava de "A Ilha" uma espécie de filme diferente, mas apesar disso não me decepcionei. O longa foi bom por um outro ângulo. Pra quem curte ficção-científica é um prato cheio. Pra quem não gosta do gênero, vale pelas cenas de ação e os efeitos especiais de deixar qualquer um com remorso por piscar.

Scarlett Johansson e Ewan McGregor estrelam “A Ilha”, ficção científica em que um grupo de humanos vive em um complexo fechado, que eles acreditam ser uma sociedade que reúne as últimas pessoas de um planeta destruído pela poluição. Todos os habitantes sonham em serem sorteados para ir à "ilha", paraíso ecológico em meio ao devastado planeta. Lincoln (McGregor) é um desses sortudos, mas acaba descobrindo que o prêmio é uma mentira. Ele e todos os outros habitantes do complexo são na verdade clones cujo único propósito é fornecer “partes sobressalentes” para seus humanos originais. Percebendo que é uma questão de tempo antes que seja “usado”, Lincoln faz uma fuga ousada com uma linda colega chamada Jordan Two-Delta (Scarlett Johansson). Os dois agora têm que escapar da morte, já que ninguém quer que os habitantes do complexo descubram a verdade. O filme é baseado em uma história de Caspian Tredwell-Owen. Os bons efeitos especiais são o principal motivo para se conferir “A Ilha” nos cinemas.

Título Original: The Island
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 127 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.ailhaofilme.com.br
Estúdio: DreamWorks SKG / Warner Bros. / Parkes/MacDonald Productions
Distribuição: DreamWorks Distribution LLC / Warner Bros.
Direção: Michael Bay
Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci e Caspian Tredwell-Owen, baseado em estória de Caspian Tredwell-Owen

30.7.05

A Fantástica Fábrica de Chocolates - Imperdível!!!!!

A Fantástica Fábrica de Chocolates (Charlie and the Chocolate Factory)

O filme original marcou minha infância. Fiquei animado desde o primeiro momento em que fiquei sabendo que A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971)” seria refilmado. Sabia que com a maravilha da tecnologia o filme que já era fantástico na década de 70, agora ficaria perfeito! E estava certo.

Willy Wonka (Johnny Depp) é o excêntrico dono da maior fábrica de doces do planeta, que decide realizar um concurso mundial para escolher um herdeiro para seu império. Cinco crianças de sorte, entre elas Charlie Bucket (Freddie Highmore), encontram um convite dourado em barras de chocolate Wonka e com isso ganham uma visita guiada pela lendária fábrica de chocolate, que não era visitada por ninguém há 15 anos. Mas a cada canto da fábrica havia armadilhas preparadas para as crianças. A única que conseguisse passar por todas elas poderia receber o prêmio final. Porém o misterioso Willy Wonka ainda escondia um segredo.

A fotografia da um show a parte no filme de tão bem feita que é. A direção de atores é perfeita.

Meu medo era que sem um Willy Wonka à altura de Gene Wilder “A Fantástica Fábrica de Chocolate” poderia vir a sucumbir. Mas até que o Johnny Depp não fez feio. Depp interpreta um Willy Wonka de forma sádica, com o rosto pálido e com a voz afeminada, o que levou grande parte da imprensa norte-americana a suspeitar que teria se inspirado em Michael Jackson. O Willy Wonka interpretado por Jonnhy Depp está mais frio em seus comentários do que o interpretado por Gene Wilder em 1971, ambos o interpretaram de maneira diferente, o Wonka de Depp é menos humando que o interpretado por Wilder, porém ao longo do filme é tudo explicado do por que ele ter se tornado um mega-empresário recluso em sua excêntrica fábrica. Outro destaque são as crianças, muito bem dirigidas, elas interpretam os seus personagens de forma a fazer com que o público sinta cada um dos defeitos em cada uma delas.

A indicação do protagonista mirim do longa, Freddie Highmore, veio de Johnny Depp. Impressionado com a atuação do menino de quando trabalharam juntos no excelente “Em Busca da Terra do Nunca”, Depp insistiu tanto que Burton acabou escalando Highmore. E o menino faz um trabalho impecável, tão bom quanto o da sua estréia.

A fábrica é um show a parte e Burton soube captar novos cenários para contar a história. No lugar de gansos que colocavam ovos de ouro, Burton tomou a liberdade de colocar esquilos que selecionam as nozes dos chocolates. Porém o sentido da sala onde a personagem Veruca Salt é eliminada da competição continua o mesmo, alias as crianças são eliminadas da mesma forma que saiam do filme na versão de 71. Um outro acerto é o final extendido que dá um sentido melhor a história. A presença de Christopher Lee no elenco como o pai de Wonka, é outro acerto do diretor. Enfim é um novo clássico do cinema, e não tira os méritos da antiga Fábrica. Um filme para toda a família e com uma mensagem moral ao fim como em todas as fábulas.

JOGO DOS 7 ERROS (diferenças entre os longas de 2005 e 1971):
1. Nome original - Apesar de ambos os filmes se chamarem “A Fantástica Fábrica de Chocolate” no Brasil, o nome original dos dois filmes são diferentes. O primeiro se chamava “Willy Wonka and the Chocolate Factory”, enquanto o novo é “Charlie and the Chocolate Factory”;
2. Músicas - Enquanto as canções de 1971 eram originais de Antony Newley e Leslie Bricusse, as do novo filme foram feitas por Danny Elfman, que utiliza como verso frases do livro de Dahl;
3. Citações - As falas do Willy Wonka vivido por Johnny Depp conta com uma série de citações retiradas do livro de Roald Dahl, o que não ocorre no longa original;
4. Flashbacks – A origem dos Oompa-Lompas e os motivos que levaram Wonka a fechar a fábrica, que eram apenas citados, agora podem ser conferidos. O novo filme conta ainda com flashbacks detalhando a infância de Willy Wonka, mostrando inclusive seu relacionamento com o pai (Christopher Lee), o que não havia no primeiro filme;
5. Animaizinhos diferentes - Enquanto o longa de 71 apresentava patos que botavam ovos de ouro, esta nova produção traz esquilos que destacam nozes em uma importante cena do filme;
6. Faroeste/Videogame – O personagem Mike Teavee, uma das crianças sorteadas para visitas a fábrica, é fascinado por videogame no longa de 2005. No original ele era viciado em filmes de faroeste;
7. O golpe – No filme de 71 Charlie fica desanimado quando acham o quinto bilhete dourado (falso) no Paraguai. Aqui, o golpe acontece na Rússia.

“A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de Tim Burton, é imperdível.

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Título Original: Charlie and the Chocolate Factory
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 106 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: wwws.br.warnerbros.com/movies/chocolatefactory/index.html
Estúdio: Warner Bros. / Village Roadshow Pictures / The Zanuck Company / Plan B Entertainment
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Tim Burton
Roteiro: John August, baseado em livro de Roald Dahl

24.7.05

Amaldiçoados (Cursed)

Amaldiçoados (Cursed)

Técnicamente poderia simplesmente arrasar este filme. Mas quem se designa a ir ao cinema ver um lobisomem teen em Los Angeles sabe muito bem onde está se metendo. Tem noção que enquanto acompanha um personagem caminhando vagarosamente em direção à porta, alguém (ou algo) vai subitamente aparecer por trás e, acompanhado por um barulho bem alto, fazer todo mundo pular na cadeira. Sim, ela está ciente de que será enganada e assustada sempre que puder... e gosta! Então se a proposta é divertir, esse filme cumpre seu papel.

Na história, os órfãos Ellie (Christina Ricci) e Jimmy (Jesse Eisenberg) estão voltando para casa quando batem em algo muito grande (e peludo), rodam na pista e atingem um carro que estava vindo na direção contrária, que rola barranco abaixo. Enquanto tentam ajudar a outra vítima do acidente, ouvem barulhos na mata. Após alguns minutos de tensão, finalmente conseguem soltar a menina, que é violentamente levada por algo que parecia ser um lobisomem. Esse é um dos melhores momentos do filme.

A situação deles se complica ainda mais após saberem que, para se livrar da maldição passada pela mordida, precisam matar a criatura que os atacou.

Depois de muitos efeitos de segunda, corridas, gritos, o vilão, no melhor estilo "meninas-super-poderosas" se revela.

Enfim, uma boa distração pra quem gosta do gênero e não tem grandes expectativas.

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Título Original: Cursed
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.miramax.com/cursed
Estúdio: Dimension Films / Craven-Maddalena Films / Outerbanks Entertainment
Distribuição: Dimension Films / Miramax Films / Buena Vista International / Lumière
Direção: Wes Craven
Roteiro: Kevin Williamson

21.7.05

Em Boa Companhia (In Good Company)

Uma comédia deliciosa que fala de amor e amizade, e ao mesmo tempo que te diverte te faz refletir. Impossível não se apegar ao cinquentão Dan Foreman (Dennis Quaid) e não se emocionar com a amizade que ele desenvolve com seu maior inimigo: Carter Duryea (Topher Grace).

Dan Foreman (Dennis Quaid) tem 51 anos, é chefe de vendas de publicidade da revista semanal Sports America, e leva uma vida, em geral, boa. Eis que surge Carter Duryea (Topher Grace), um jovem e audacioso publicitário de 26 anos que assume o cargo de Dan quando a Sports America é adquirida pela multinacional Globecom.

Em casa, a vida destes dois homens passa por uma certa turbulência. Dan tem duas filhas, Alex (Scarlett Johanson) com 18 anos e Jana com 16, e acaba de saber da inesperada gravidez de sua esposa. Entre gastos com faculdade, hipoteca e um novo bebê, precisa manter seu emprego na multinacional. Já para Carter, sua promoção coincide com o final de seu casamento de sete meses.

Quando o destino une Carter e Alex e eles começam um romance esta criado o ambiente perfeito para as situações mais engraçadas. O mais divertido disto tudo é ver o que estes dois homens são capazes de fazer para continuar em uma boa compania.


O desempenho de Carter Topher Grace é muito bom. Ele consegue transmitir o medo e insegurança de um adolescente, sendo um executido bem-sucedido de 26 anos. Dennis Quaid se mostra em seu segundo melhor papel, na minha opinião, só perdendo para ALTA FREQÊNCIA.

O roteiro é bem amarrado, interligando bem a primeira cena (descoberta da gravidez de Marg Helgenberger) com a última cena (nascimento do bêbê). Você acaba de ver o filme observando como cada personagem cresceu com cada experiência, mesmo que desastrosamente.

É um filme para quem gosta de se emocionar e rir ao mesmo tempo. Do tipo que te faz sair do cinema com algo bom dentro do peito.

Título Original: In Good Company
Gênero:
Comédia
Tempo de Duração:
110 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2004
Site Oficial: www.ingoodcompanymovie.com
Estúdio: Universal Pictures / Depth of Field
Distribuição: Universal Pictures / Imagem Filmes
Direção: Paul Weitz
Roteiro: Paul Weitz

19.7.05

Team America - Detonando o Mundo (Team America: World Police)
Um filme todo desenvolvido com marionetes. Incrível a perfeição das expressões corporais de cada uma. Nota 10 pela criatividade e talento dos criadores e produtores. Só perde pontos por abusar dos palavrões e da pornografia.

Team America é uma equipe policial que age em âmbito mundial, com a missão de proteger o planeta de ameaças e garantir sua estabilidade. Após descobrir que um perigoso ditador está armazenando armas em seu país, uma equipe do Team America é enviada para combatê-lo. Entre eles está Gary Johnston, um astro da Broadway que recebe a missão de usar seus talentos dramáticos para combater a ameaça.

Lançado diretamente em DVD no Brasil, o filme tem sensura de 14 anos. Trata-se de uma sátira ao imperalismo norte-americano, e toda a "guerra contra o terror". Destaco o fato de o time americano que tem a missão de "salvar o mundo dos terroristas" acabar causando desastres maiores que os próprios terroristas...

Uma excelente produção para adultos. Um filme muito bem feito. Vale pela historia e pelo trabalho de produção! Imperdível!

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Título Original: Team America: World Police
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2004
Site Oficial: www.teamamericamovie.com
Estúdio: Paramount Pictures / Scott Rudin Productions
Distribuição: Paramount Pictures / UIP
Direção: Trey Parker
Roteiro: Trey Parker, Matt Stone e Pam Brady

9.7.05

Madagascar - diversão pra toda a família

Madagascar
Definitivamente a DREMWORKS vem dando um banho na Disney. Enquanto este último se preocupa em fazer animações para adultos, a primeira continua investindo no público infantil. E Madagascar é um tipo de animação feita pra crianças e que acaba conquistando os adultos.

O leão Alex, a zebra Marty, a hipopótamo Glória e a girafa hipocondríaca Melman são amigos e habitantes de um famoso zoológico de Nova Iorque que não conheceram a vida na selva e têm facilidade em lidar com as jaulas e o público afoito que os vem visitar. A aventura começa quando um inteligente grupo de pingüins decide fugir da vida chata do zoológico e voltar para a Antártida. A zebra Marty se encoraja com a atitude desbravadora dos pingüins e, curiosa em conhecer a natureza, decide fazer o mesmo. Seus amigos, ao descobrir que Marty figiu, também fogem do zoológico para encontra-lo.

Depois de criarem um grande tumulto na cidade, um grupo de defensores dos direitos dos animais, resolvem mandar os bichos de volta pra África, e um acidente no meio do caminho faz os animais chegarem até a ilha de Madagascar. Agora, os bichos terão que se adaptar ao ambiente selvagem, totalmente diferente da boa vida que levavam no zoológico.

A história curta e simples deixa espaço de sobra para que pipoquem as cenas cômicas. Sem preocupações com o enredo, o roteiro aproveita o tempo - ainda que pouco, pois o filme não é longo - para criar situações absurdas e mirabolantes.

Mas essa animação ainda peca por um detalhe: o desenho computadorizado não é tão perfeito quanto os desenhos da Pixar ou da FOX. Diferentemente de Shrek, em que há uma tendência para o realismo, a computação gráfica, mesmo com técnica apurada, aplica ao filme um traço cartunesco.

Um dos muitos pontos positivos é que não são apenas os personagens centrais que brilham. Os personagens secundários tem participação ativa no filme como o grupo de pingüins, por exemplo, que agem como "agentes-secretos" e detém as cenas mais hilárias do filme e participa de diálogos geniais - além de, é claro, serem extremamente carismáticos. Os macacos extravagantes que habitam a ilha de Madagascar também participam dos melhores momentos e rendem boas risadas. Não tem como não se contagiar com a coreografia de "Eu me mecho muito" (I like to move it).

A história ainda apresenta uma belíssima lição de amizade, mostrando que um amigo precisa saber como ser mutável para ser aceito e também aceitar as pessoas.

Na versão dublada, a produção acertou ao convidar Heloísa Périssé para dublar a hipopótamo Glória.

Madagascar é um filme que, por apresentar piadas bem diversificadas, agrada a todas as idades. Tem uma boa técnica, roteiro inusitado e é uma ótima diversão. Mais uma vez, pontos para a DreamWorks.

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Título Original: Madagascar
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 80 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.madagascar-themovie.com
Estúdio: DreamWorks SKG / Pacific Data Images
Distribuição: DreamWorks Distribution LLC / UIP
Direção: Eric Darnell e Tom McGrath
Roteiro: Mark Burton e Billy Frolick

6.7.05

A Guerra dos Mundos - alta tensão

A Guerra dos Mundos (War of the Worlds)

Spilberg está devolta. E dessa vez com uma de suas melhores obras. Ele tem o dom de segurar a platéia pelo estômago, e de fazer qualquer bobagem parecer emocionante.

Ray Ferrier (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.

O tema principal (invasão de alienígenas) é bem fraco, até porque a história original é antiga e simples. Mas o que dá o tempero à história é o enfoque em COMO as pessoas reagem à invasão. Não é preciso ser bem informado pra ver como Spielberg pretendeu fazer um paralelo com o 11 de setembro, no quanto as pessoas estão despreparadas pra encarar um ataque externo em sua própria terra (algo que nunca tinha acontecido em grande escala até 11/09/01), e como a natureza humana se revela na busca pela sobrevivência. Falando nisso, um grande destaque é o personagem de Tom Cruise, perfeito como alguém humano, arrogante e egoísta, e não como um herói que se espera de um filme de ação. Tim Robbins está excelente como o norte-americano comum, do tipo paranóico, que transpira guerra, andando com uma arma na mão o tempo todo.

Mas as melhores cenas do filme pertecem a Dakota Fanning. Mais uma vez a estrela de AMIGO SECRETO consegue envolver toda a platéia e roubar todas as cenas em que aparece. Ela está estupenda no papel. É difícil de acreditar que ela seja apenas uma menina – eu sinceramente acho que ela deve estar possuída pelo Marlon Brando ou coisa assim... hehehehe...

A cena do rio, em que Dakota Fanning se dá conta do grau da destruição é um perfeito exemplo, de fazer os olhos se encherem d'água: a atriz-mirim coloca a platéia aos seus pés. mas o modo como a cena se desenrola acaba nos envolvendo com todos os demais personagens. “Guerra” torna-se imprevisível porque o diretor não tem medo: as pessoas morrem mesmo, em grandes números (a seqüência da gaiola, onde os humanos são forçados a entrar... o horror!) e o espectador fica chocado, estarrecido.

Mas há um defeito: o final!!! Confesso que não entendi no cinema. Ou talvez tenha me recusado a acreditar que fosse algo tão ridículo. Não vou comentar sobre o final aqui senão alguém tratará de cortar meu pescoço. Mas é a única parte que decepciona no filme.

Resumindo: a experiência é recompensadora, Spielberg dá a platéia mais do que ela imagina. Mesmo com o final idiota, Spilberg provou que é único.

Obs: Esse filme é uma adaptação do livro de 1898 do inglês H. G. Wells. O livro se tronou sucesso quando o jovem ator de rádio Orson Welles aproveitou a noite de Hallowen de 1938 para pregar a maior peça já feita nos EUA (e talvez no mundo): adaptou a história do livro para os dias atuais, usando cidades dos EUA, e inseriu-a no meio da programação como se fossem boletins de emergência reais. Numa época em que o rádio era a maior fonte de informação, a história causou pânico generalizado e levou muita gente a se abrigar nas igrejas, fugir de casa gritando, se esconder no porão ea té a se matar (mais detalhes do acontecimento - em inglês - aqui, e escute a transmissão original em Realmedia aqui).

- Clique aqui para ver o trailer. Você precisa do Quicktime para isso.

Título Original: War of the Worlds
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 116 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.waroftheworlds.com
Distribuição: DreamWorks SKG / Paramount Pictures / UIP
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: David Koepp, baseado em livro de H.G. Wells

1.7.05

Batman Begins - Tudo q um filme de super herói deve ter

Batman Begins
Você encontrará aqui tudo que um filme de super-herói deve ter: ação e efeitos especiais de primeira qualidade. BATMAN abusa dos efeitos e da qualidade, e por isso se torna um excelente filme.

Marcado pelo assassinato de seus pais quando ainda era criança, o milionário Bruce Wayne (Christopher Nolan) decide viajar pelo mundo em busca de encontrar meios que lhe permitam combater a injustiça e provocar medo em seus adversários. Após retornar a Gotham City, sua cidade-natal, ele idealiza seu alter-ego: Batman, um justiceiro mascarado que usa força, inteligência e um arsenal tecnológico para combater o crime.

O filme começa muito bom, retratando a infância de
Bruce, a origem de seus medos e a perda de seus pais. Mas logo se torna monótono. Apenas do meio para o fimo BATMAN consegue fazer do filme uma grande sensação.

Os atores são bons.
Gus Lewis interpreta o Batman jovem e se sai brilhantemente bem. Infelizmente o protagonista Christian Bale não tem o mesmo nível do ator mirim, mas cumpre bem seu papel. Katie Holmes também se saiu muito bem. Talvez os vilões pudessem ser mais expressivos, pois tiveram participação pequena.

Mas os pontos negativos significam pouco em relação aos grandes acertos. Perfeito, Sombrio, Espetacular!

- Clique aqui para ver o trailer.

Título Original: Batman Begins
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 134 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: http://batmanbegins.warnerbros.com
Estúdio: Warner Bros. / Di Bonaventura Pictures
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan e David S. Goyer, baseado em estória de David S. Goyer e nos personagens criados por Bob Kane

22.6.05

Espanglês - Divertido e comovente

Espanglês (Spanglish)
Nâo vá ver ESPANGLÊS esperando uma simples comédia. Esse filme é muito mais do que isso. É uma comovente história de mãe e filha. Um filme que aborda com muito bom humor e sensibilidade a difícil relação entre pais e filhos e as crises enfrentadas pelas famílias atualmente.

Essa comédia dramática é maravilhosamente contada pelo aclamado ganhador de múltiplos Oscars, o roteirista-diretor-produtor James L. Brooks. Flor (Paz Vega), é uma linda mexicana, que possui uma filha de 12 anos (Shelbie Bruce) . Ela vai trabalhar como empregada doméstica para a emergente e problemática família Clasky (chefiada por Adam Sandler e Téa Leoni). Temendo sua adaptação à cultura americana, Flor se surpreende com a forma receptiva com a qual é tratada pelos Clasky. Mas o resultado é um conflito de culturas e valores.

Interessante observar que apesar de Adam Sandler ser apresentado como protagonista, o filme é dominado pela atriz Paz Vega e a iniciante Shelbie Bruce. Ambas dão um show de interpretação em diversas cenas em que mãe e filha se chocam e demonstram ódio e amor ao mesmo tempo.

Sensacional a maneira como o filme retrata a diferença de gerações (entre Flor e Cristina) e de cultura. A importância do sentimento da alma, o perdão, a escolha do amor, os valores familiares, preconceitos, entre outros assuntos foram bem abordados e discutidos na produção. Uma estoria verdadeira que mostra as fragilidades de todo ser humano.

O final também é surpreendente e comovente. Novamente Paz Vega se mostra um grande atriz nas comoventes cenas finais.

Simplesmente envolvente! Recomendo para todos!

- Clique aqui para ver o trailer. Você precisa do Real Player para isso.

Título Original: Spanglish
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 111 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2004
Site Oficial: www.spanglishmovie.com
Estúdio: Columbia Pictures Corporation / Gracie Films
Distribuição: Columbia Pictures / Sony Pictures Corporation
Direção: James L. Brooks
Roteiro: James L. Brooks

18.6.05

Sr. e Sra. Smith - Divertimento certo!

Sr. e Sra. Smith (Mr. and Mrs. Smith)


É difpicil definir o que é melhor nesse filme. A química de Pitt e Jolie é perfeita. As tiradas cômicas muito boas, e as cenas de ação muito bem produzidas. Sem falar dos efeitos especiais. Mas acho que o melhor está mesmo no texto genial desse filme, que só peca por uma coisa: ser demasiadamente longo.

John (Brad Pitt) e Jane Smith (Angelina Jolie) são o casal perfeito. Eles têm tudo: uma casa perfeita, os empregos perfeitos e um casamento também perfeito. Mas os dois guardam um segredo: eles são na verdade perigosos assassinos que trabalham para organizações rivais. Um não sabe do trabalho do outro e vivem atualmente uma vida conjugal entediada. Quando um recebe a tarefa de matar o outro... é aí que a diversão começa! O resultado é um espetáculo de cenas de ação, pois cada um põe em prática suas extraordinárias habilidades, levando o casamento ao limite.

Angelina brilha no filme, incorporando uma personagem complexa, ela se sai perfeitamente em cada gesto soberbo e fala, Pitt também consegue brilhar, eles souberam acompanhar o ritmo do filme de um modo muito sincronizado. Agora tenho que tirar meu chapéu para Pitt, que ao menos numa comédia conseguiu mostrar que é realmente um excelente ator.

Quanto aos diálogos, é uma perfeita discussão a todo o momento, um jogo de total cinismo e competição. Houve também, na cena do jantar, em que não houve falas, e muito gestos legais que identificam o casal, a desconfiança por gestos é perfeita, faz daquela cena se tornar muito interessante. Não há como explicar, é preciso ver para entender.

O filme peca apenas por ser muito longo e por apresentar algumas (poucas) cenas absurdas como a Angelina Jolie pulando do 20° andar pendurada num cabo de aço e ate
rrisando de pé chamando por um táxi... hehehe...

O final do filme é estremamente tenso. A cena dos dois no transito fugindo de inimigos, se torna um verdadeiro confessionário, uma discussão em família... em pleno tiroteio em público. Já na última cena de tiroteio, não é um final feliz qualquer que nós vemos por aí....

O filme é muito bom, realmente é um entretenimento completo!

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Título Original: Mr. and Mrs. Smith
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 115 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.mrandmrssmithmovie.com
Estúdio: New Regency Pictures / Summit Entertainment / Weed Road Pictures / Regency Enterprises
Distribuição: 20th Century Fox Film Corp.
Direção: Doug Liman
Roteiro: Simon Kinberg

15.6.05

Sahara - Fraca aventura

Sahara (Sahara)
No começo parecia que o filme ia ser uma boa aventura. As primeiras cenas são ótimas. Mas após esses curtos minutos de ação o filme se torna lento e demora meia hora para voltara s er um filme de ação.

"Sahara" mostra a história de um aventureiro no estilo Indiana Jones, protagonizado por McConaughey, que parte para a África em busca de uma embarcação.. Dirk Pitt (Matthew McConaughley) e seu parceiro Al Giordino (Steve Zahn) partem em busca de um tesouro no oeste africano, onde acreditam estar o mítico "Navio da Morte", naufragado durante a Guerra Civil Americana e que trazia a bordo uma carga secreta. Mas quando descobrem que a lendária embarcação pode estar ligada a mortes misteriosas, eles têm que ajudar uma bela cientista das Nações Unidas, interpretada por Penélope Cruz.

Além de cenas muito forçadas e a imortalidade dos heróis que devem ter matado uns 50000000000 bandidos no decorrer da história e terminaram salvando o mundo, o filme também peca pelos fracos protagonistas. Com excessão de Steve Zahn, todo o elenco se comporta como modelos num cenário, transmitindo total artificialidade.

Enfim, não valeu o ingresso. Mas se mesmo assim quiser arriscar, vá por sua conta e risco... hehehehe... mas não diga que não avisei da bomba.

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Título Original: Sahara
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 124 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Espanha / Dinamarca): 2005
Site Oficial:
www.saharamovie.com
Distribuição: Paramount Pictures / UIP / Paris Filmes
Direção: Breck Eisner
Roteiro: Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer, James V. Hart e John C. Richards, baseado em livro de Clive Cussler

9.6.05

Casa de Cera - previsível, porém divertido.

A Casa de Cera (House of Wax)
Vamo lá. Um grupo de jovens (!), que acidentalmente vai parar em uma cidade (!), que tem um passado obscuro e um assassino louco (!). Parece com uma dezena de outros filmes já lançados nos útimos tempos. E realmente não tem nada de novo, mas consegue divertir.

Carly (Elisha Cuthbert), Paige (Paris Hilton), Wade (Jared Padalecki), Nick (Chad Michael Murray) e mais dois amigos decidem viajar de carro para o maior campeonato universitário de futebol americano a ser realizado no ano. Durante a viagem eles decidem acampar à noite, planejando seguir adiante pela manhã. Um acidente com um motorista de caminhão assusta o grupo, que no dia seguinte descobre que o carro em que estavam foi danificado. Sem saída, eles aceitam uma carona até Ambrose, a cidade mais perto do local. Ao chegar chama a atenção do grupo a Casa de Cera de Trudy, a principal atração de Ambrose, que possui várias estátuas de cera bastante parecidas com pessoas de verdade. Porém o que eles não sabem é o motivo pelo qual as estátuas parecem tão reais.

Quanto aos atores, são todos novatos. Não haveria problema, se o filme não tivesse no elenco a péssima Paris Hilton, que tem a cara-de-pau de achar que é atriz (só se for atriz pornô). O diretor não conseguiu fazer um bom trabalho porq muitas cenas são cansativas e lentas, e tudo é muito previsível. Mas nada disso prejudica o desenvolvimento do filme, afinal, estamos ali para ver aqueles jovens bonitinhus e burrinhos morrer de maneira divertida. E nisso, o filme não peca. Sangue, Violência, Atrocidades...

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Título Original: House of Wax
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.acasadecera.com.br
Estúdio: Warner Bros. / Dark Castle Entertainment / Village Roadshow Pictures / ImageMovers / Silver Pictures
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Jaume Collet-Serra
Roteiro: Chad Hayes e Carey Hayes, baseado em estória de Charles Belden

4.6.05

Cruzada - belo épico

Cruzada (Kingdom of Heaven)

Um dos principais méritos de "Cruzada" sobre os demais filmes épicos lançados recentemente (como "Tóia", "Alexandre" e "Rei Arthur") é a fidelidade histórica do filme. A começar pelo fato de que todos os personagens de Cruzada realmente existiram. Ele trata dos muçulmanos e cristãos sem criar vilões e mocinhos, apenas mosta o que a história nos conta a respeito das Cruzadas, de uma forma, digamos, bela. Filme muito bem produzido com cenas belíssimas, seria perfeito se não fosse por dois motivos: é desnecessariamente longo e apresenta um protagonista nada carismático.

Balian (Orlando Bloom) é um jovem ferreiro francês, que guarda luto pela morte de sua esposa e filho. Ele recebe a visita de Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), seu pai, que é também um conceituado barão do rei de Jerusalém e dedica sua vida a manter a paz na Terra Santa. Balian decide se dedicar também à esta meta, mas após a morte de Godfrey ele herda terras e um título de nobreza em Jerusalém. Determinado a manter seu juramento, Balian decide permanecer no local e servir a um rei amaldiçoado como cavaleiro. Paralelamente ele se apaixona pela princesa Sibylla (Eva Green), a irmã do rei. Ele deve proteger o povo de Jerusalém de forças poderosas em quanto tenta manter uma paz cada vez mais frágil.

O problema principal do filme mesmo é a falta de carisma do protagonista Orlando Bloom. Ele não consegue cartivar o público e transmitir emoção, o que faz obras como ''Gladiador'' ou mesmo ''Tróia'' serem mais eficientes - o público se identifica com seus heróis, torcendo por eles e se emocionando a cada novo conflito. Já em ''Cruzada'' isso pouco acontece, ou se dá numa menor escala, e a causa disso fica óbvia na tela a cada aparição do personagem principal.

Enfim, uma boa diversão, e também cultural. Vale a pena assisitir.

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Título Original: Kingdom of Heaven
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 145 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra / Espanha):
2005
Site Oficial: www.kingdomofheavenmovie.com
Estúdio: 20th Century Fox / Kanzaman S.A. / Scott Free Productions
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Direção: Ridley Scott
Roteiro: William Monahan

29.5.05

Operação Babá - besteirol americano

Operação Babá (The Pacifier)
Não vou ser rigoroso demais com esse filme, até porq ele cumpre a sua tarefa de fazer o público rir, a qualquer custo. Mesmo sobre absurdos e erros gritantes...

Shane Wolfe (Vin Diesel) é um agente disfarçado, que tem a missão de proteger um cientista do governo. Após falhar em sua missão, Shane descobre que não apenas o cientista estava em perigo, mas também toda a sua família. Querendo recuperar seu prestígio na agência, ele concorda em proteger também os filhos do cientista, sem saber os problemas que esta decisão lhe trará.

Como muitos devem imaginar, o filme não tem lá nenhuma genialidade. Porém, a maior surpresa é que ele é realmente divertido. O roteiro pode ser repleto de clichês, como tombos na escada e situações improváveis, e de erros, mas nem por isso deixa de ser competente. O maior mérito de Operação Babá é a caracterização dos personagens, fazendo vc rir ou chorar na hora certa e de maneira competente, com as risadas e emoções do público que - outra supresa - não são apenas risadas histéricas.

As crianças são carismáticas, suas cenas são bem escritas. Até o bebê tem sua participação. Quem também dá o ar da graça, mesmo que em poucas cenas, é a "Gilmore Girl" (seriado TAL MÃE, TAL FILHA) Lauren Graham ("a mãe", caso você esteja se perguntando). No papel da diretora Claire Fletcher, Lauren faz o interesse romântico de Vin Diesel.

No final das contas, o saldo é positivo. Operação Babá consegue fazer tudo aquilo a que se propõe: divertir e fazer rir aqui e acolá.

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Título Original: The Pacifier
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 91 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: http://disney.go.com/disneypictures/pacifier
Estúdio: Walt Disney Pictures / Spyglass Entertainment
Distribuição: Buena Vista Pictures
Direção: Adam Shankman
Roteiro: Thomas Lennon e Ben Garant

12.5.05

O Clã das Adagas Voadoras - Show de Imagens

O Clã das Adagas Voadoras (Shi Mian Mai Fu)

Tudo nesse filme parece tão espetacualr que você nem percebe que o roteiro é fraco ou que alguns fatos são extremamente absurdos. As imagens são lindíssimas, e nãos e tratam de montagens gráficas, mas sim de competência dos atores mesmo transformando as lutas marciais em verdadeiros balés.

No ano de 859 a China passa por terríveis conflitos. A dinastia Tang, antes próspera, está decadente. Corrupto, o governo é incapaz de lutar contra os grupos rebeldes que se insurgem. O mais poderoso e prestigiado desses grupos é o Clã dos Punhais Voadores. Leo (Andy Lau) e Jin (Takeshi Kaneshiro), dois soldados do exército oficial, recebem a missão de capturar o misterioso líder dos Punhais Voadores e para tanto elaboram um plano: Jin se disfarça como um combatente solitário, ganha a confiança da bela revolucionária cega Mei (Zhang Ziyi) e, assim, infiltra-se no grupo. Mas a dupla não contava com a paixão que Mei despertaria nos dois.

Esse filme possui algumas cenas antológicas do cinema moderno, como quando os soldados imperiais atacam o casal no bambuzal, ou quando Mei faz o “Jogo do Eco” para Leo. Mais do que dar vida aos personagens, o diretor é capaz de dar movimento aos objetos, fazendo a manga de um vestido dançar no corpo do ator, por exemplo. Algumas situações só podem ser descritas visualmente, e é exatamente essa a sensação que se tem ao ver O Clã das Adagas Voadoras. Além das cores e das locações terem sido muito bem escolhidas, os protagonistas também foram. O Clã das Adagas Voadoras traz sensações, cores e até cheiros (use a imaginação), fazendo com que o longa signifique para o espectador uma experiência cinematográfica única.

Título Original: Shi Mian Mai Fu
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 119 minutos
Ano de Lançamento (China):
2004
Estúdio: Beijing New Picture Film Co. / EDKO Film Ltd. / Elite Group Enterprises / Zhang Yimou Studio / China Film Co-Production Corporation
Distribuição: Sony Pictures Classics / Focus Features
Direção: Zhang Yimou
Roteiro: Zhang Yimou, Li Feng e Wang Bin

6.5.05

A Intérprete - Um filme para adultos

A Intérprete (The Interpreter)


Um filme extremamente instigante. Do tipo que te aguça a curiosidade a cada cena. Não se sabe quem é o mocinho e quem é o bandido até quando estamos próximos do fim.

Intérprete das ONU, Silvia Broome (
Nicole Kidman) ouve, por acaso, uma ameaça de morte a um chefe de estado africano, planejada para acontecer na Assembléia Geral das Nações Unidas. A conversa é ouvida num raro dialeto que poucas pessoas além de Silvia, nascida na África, podem entender. A frase "O professor nunca sairá da sala dele vivo" tem o poder, de um instante para o outro, de virar a vida de Silvia de cabeça para baixo.

Sob a proteção do agente federal Tobin Keller (Sean Penn), o mundo de Silvia transforma-se num verdadeiro pesadelo. À medida que mergulha no passado de sua testemunha e em seu mundo secreto de conexões internacionais, Keller só encontra razões para desconfiar dela, e passa a suspeitar que a intérprete esteja envolvida na conspiração. Silvia é uma vítima? Uma suspeita? Ou será algo muito diferente disso? E Tobin poderá protegê-la com toda essa desconfiança?

A personagem de Nicole Kidman, em um dos primeiros momentos mais tensos do filme, afirma ao agente do FBI Sean Penn que teria optado por trabalhar para a Organização das Nações Unidas (ONU) por preferir a resolução de conflitos por meio da diplomacia e do diálogo a recorrer à violência. Em tom irônico, o policial dispara à queima-roupa que o último ano deveria estar frustrante para ela. Mesmo sem dar nome aos bois, Keller refere-se à invasão do Iraque pelas tropas lideradas pelos Estados Unidos, que provou ao mundo o quão limitado pode ser o poder de ação da ONU frente aos interesses de uma superpotência. Esse confronto entre o universo das boas intenções e a realidade nua e crua, na qual a lei do mais forte acaba quase sempre prevalecendo, norteia a trama de A Intérprete. Um filme feito para adultos pensantes,algo raro na era dos blockbusters.

Título Original: The Interpreter
Gênero: Suspense
Tempo de Duração:
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.theinterpretermovie.com
Estúdio: Studio Canal / Working Title / Misher Films
Distribuição: Universal Pictures / UIP
Direção: Sydney Pollack
Roteiro: Charles Randolph, Scott Frank e Steven Zaillian, baseado em estória de Martin Stellman e Brian Ward

1.5.05

Mais Uma Vez Amor - Simplismente "fofo"

Mais Uma Vez Amor

O cinema nacional está em evolução. As vezes acontecem acidentes como Romeu & Julieta, mas logo aparecem filmes que provam que o Brasil está mesmo tomando jeito nos cinemas. Esse filme é uma prova de que também conseguimos fazer boas "comédias-românticas-não-originais" como os norte-americanos.

Dizem que os opostos se atraem, mas não necessariamente se misturam. Rodrigo e Lia não têm nada em comum, a não ser o destino! Vivem ao longo de 25 anos um relacionamento fora dos padrões normais. Na saúde, na doença, na riqueza, na pobreza, Rodrigo e Lia até casaram... só que com outras pessoas! Mais Uma Vez Amor conta a história de amor dos dois através dos tempos.

Um dos pontos fracos do filme foi a falta de emoção. Poderia haver mais apelo dramático no final que ficou um pouco decepcionante.

O som do filme chegou somente para acrescentar. Com trilha sonora repleta de sucessos que pontuam as épocas nas quais a história se passa – especialmente nos anos 80 -, a trilha sonora, dirigida por Roberto Frejat (do Barão Vermelho) cumpre o papel não somente de musicar o filme, mas também como passagem entre as cenas. Outro destaque na trilha sonora é o dueto de Frejat com Juliana Paes na canção-tema do filme, Pra Toda Vida, que, gravada originalmente pelo Barão Vermelho, ganhou novos arranjos e vocais para este filme. Nota 10!

Um bom filme-entretenimento.

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Título Original: Mais Uma Vez Amor
Gênero: Comédia Romântica
Tempo de Duração:
Ano de Lançamento (Brasil):
2005
Site Oficial: www.maisumavezamor.com.br
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Rosane Svartman
Roteiro: Carlos Lombardi, baseado em texto original de Rosane Svartman, Lulu Silva Telles e Ricardo Perroni

12.4.05

Assalto à 13ª DP - uma boa ação-policial

Assalto à 13ª DP (Assault on Precinct 13)

Trata-se de um remake de um filme de mesmo nome lançado em 1976. Nunca vi a versão original mas, segundo todos os críticos, esse filme supera ded longe o primeiro. Então o primeiro não deve ter sido lá essas coisas, pois "Assalto à 13° DP" é bom, mas não chega a ser um grande fime.

Com apenas poucas horas para terminar o ano, a 13a DP, — uma das delegacias mais antigas de Detroit— também fechará suas portas, para sempre, numa noite de forte nevasca e péssimas condições de estrada. Os poucos oficiais de serviço nessa noite de Ano Novo são comandados pelo sargento Jake Roenick, um bom policial que luta contra lembranças ruins de uma operação fatal ocorrida há oito meses.

No início do dia 31 de dezembro, o famoso gângster Marion Bishop é capturado pelo esquadrão contra o Crime Organizado e Extorsão, comandado por Marcus Duvall. Bishop é algemado e levado para um ônibus com vários criminosos: o drogado Beck, o punguista Smiley e Anna, membro de gangue. No entanto, a tempestade pára o ônibus a uma pequena distância de seu destino de segurança máxima e o redireciona à remota 13° DP, onde os criminosos ficam temporariamente presos.

A chegada de prisioneiros irrita Roenick — quase tanto quanto a visita da psicóloga da polícia Alex Sabian. Mas a provocante secretária da 13° DP, Iris Ferry, e o policial veterano Jasper O’Shea não deixarão que a crescente carga de trabalho os impeça de comemorar… até o momento em que dois homens armados e mascarados atacam os guardas do ônibus. Os atiradores são vencidos, mas todos na delegacia percebem que virão outros para tirar dali o lorde do crime, que também está armado e pronto para atirar em qualquer um.

Os policiais, buscando a liderança do relutante Roenick, e os presos, sob o olhar dominante de Bishop, precisam se unir — fortalecendo-se com o mínimo de armas disponíveis e o máximo de coragem para sobreviverem a esta noite.

O interessante é o fato de os poiliciais se unirem aos bandidos para conseguirem sobreviver, e a todo momento essa união demonstra sua fraquesa. Aliás, a forma como são mostrados os relacionamentos humanos é o ponto forte do filme. Muitas vezes os personagens se mostram mais pelo olhar do que pela fala.

Outro fato interessante é que a produção tem elementos do faroeste, de aventura e dos filmes de horror.

Apesar dos clichês, e de alguns fatos totalmente previsíveis (inclisive o final do casal abraçado, envolto em um cobertor andando em meio a carros de polícia e ambulâncias enquanto a câmera se afasta dando lugar aos créditos) é um entretenimento muito bom.

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Título Original: Assault on Precint 13
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 109 minutos
Ano de Lançamento (EUA / França):
2005
Site Oficial: www.ap13movie.com
Estúdio: Focus Features / Why Not Productions / Rogue Pictures / Liaisons Films
Direção: Jean-François Richet
Roteiro: James DeMonaco, baseado em roteiro de John Carpenter

8.4.05

Reencarnação (Birth) - Um filme, digamos, estranho...

Reencarnação (Birth)
Nicole Kidman estreiou ao lado de Tom Cruise e ficou a sua sombra durante muito tempo. Até que em 2002 e 2003, a moça não só se separou do senhor Missão Impossível como também estrelou duas produções (Os Outros e As Horas) que mudaram de vez seu status em Hollywood. Estrelou Moulin Rouge, ganhou OSCAR e tinha tudo para crescer ininterruptamente. Até 2004, quando estrelou a bomba "Mulheres Perfeitas" e agora "Reencarnação", um filme, digamos, estranho.

A história é um tanto quando bizarra. Nicole vive Anna, uma viúva abalada pela morte do marido, que passada uma década de sua perda está prestes a casar com o riquinho Joseph (Danny Huston). Eis que um pouco antes da cerimônia, surge o garoto Sean (Cameron Bright), de apenas dez anos, que alega ser a reencarnação do marido morto. Inicialmente inconformada, ela resiste em acreditar na história, mas fortes indícios e apenas coisas que Sean saberia responder começam a ser ditas pelo menino. Indecisa com tudo isso e com o casamento, ela ainda tem de suportar a pressão de seu noivo, que considera a história um absurdo.

O filme tem causado muito impacto na crítica e na opinião pública dos países onde foi lançado. Antes de chegar aos cinemas, “Reencarnação” gerou muita polêmica por causa de duas cenas em específico. Uma destas a bela Nicole Kidman entra em uma banheira com um menino de 10 anos (Cameron Bright) e na outra os dois chegam a se beijar. O reflexo imediato disso foi que nos EUA, a película foi praticamente ignorada e tenta ter um pouco mais de vida fora do mercado norte-americano. Mas muito provavelmente, ficará relegado às notinhas de rodapé da biografia de Kidman.

O desenvolvimento do filme é lento, não se define entre o drama e o suspense e a produção é desleixada, a ponto de, em muitas (mas em muitas mesmo!) cenas vermos o microfone no alto da tela. É simplesmente ridícula a quantidade de vezes que aparecem câmeras!
Enfim, um filme que não faz diferença alguma assisti-lo ou não, mera opção pra quem já viu os outros em cartaz.

Mas se há alguma coisa que vale a pena nesse filme, é a fotografia e a maneira de filmar. Repletos de closes deslumbrantes (é verdade que Nicole ajuda bastante), o filme possui uma imagem seca e opressiva, que tenta dar um brilho à trama.

O longa rendeu a Nicole Kidman, uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz.


Título Original: Birth
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2004
Site Oficial: www.birthmovie.com
Estúdio: Fine Line Features / Academy Productions / Lou Yi Inc.
Distribuição: Fine Line Features / PlayArte
Direção: Jonathan Glazer
Roteiro: Milo Addica, Jean-Claude Carrière e Jonathan Glazer

2.4.05

Miss Simpatia 2 - Armada e Poderosa - Diversão Certa

Miss Simpatia 2 - Armada e Poderosa (Miss Congeniality 2)

Já disse que qualquer filme estrelado por Sandra Bullock se torna um bom filme. Isso porque ela consegue fazer com que suas personagens cativem o público devido ao seu carisma e talento. E é isso que ocorre em "Miss Simaptia 2 - Armada e Poderosa" que traz de volta a agente do FBI Gracie Hart (SANDRA BULLOCK).

Apesar desta continuação ter sido feita após 5 anos do primeiro filme, a história se passa apenas 4 semanas após o final do primeiro filme, pouco após ter combatido uma ameaça ao concurso de Miss Estados Unidos trabalhando disfarçada de candidata, o que fez dela uma celebridade da noite para o dia no filme Miss Simpatia.

Mas as coisas não estão correndo muito bem para Gracie, no momento. Recuperando-se do término de seu namoro, que começou no primeiro filme, e frustrada ao se dar conta de que sua fama repentina pode impedi-la de trabalhar sob disfarce – aquilo que ela mais gosta de fazer – Gracie reluta, porém acaba sendo convencida por seu chefe, o agente McDonald (Ernie Hudson), a trabalhar para a agência da única forma que é possível: aparecendo toda produzida no circuito de talk shows da TV como “o rosto do FBI”.

Embora resista no início, Gracie logo passa a gostar da atenção que recebe e não demora até que se empolgue até demais com tal função. Sua nova parceira, Sam Fuller (REGINA KING), uma agente durona e ambiciosa que não é propriamente a maior fã de Gracie, é a primeira a mostrar que a paparicada estrela do FBI está se tornando a “Barbie” da agência. Mas quando os melhores amigos de Gracie – a vencedora do concurso Cheryl Frazier (HEATHER BURNS) e o apresentador Stan Fields (WILLIAM SHATNER) – são seqüestrados em Las Vegas, seus instintos de combate ao crime voltam com força total.

Miss Simpatia 2 mantém o mesmo clima de humor do primeiro filme, com aqueles clichês básicos e típicas cenas em que você tem certeza de que tudo vai acontecer de um jeito e por incrível que pareça... você tem razão, acontece desse jeito.

Apesar do festival de clichês, e de algumas situações forçadas, o filme cumpre bem seu papel no gênero comédia. Bastante ágil e preocupado em apresentar o humor de uma forma leve em todas as cenas. Quem assistiu o primeiro filme conseguirá perceber nas entrelinhas de alguns diálogos referências irônicas a situações ocorridas na primeira produção.

E quandoa cabar filme, não saia imediatamente da sala. Os créditos são mostrados com a exibição dos erros de gravação. É hilário!

Um "besterol americano" da melhor qualidade! Você pode assistir à vontade!

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Título Original: Miss Congeniality 2 : Armed & Fabulous
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 115 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.missimpatia2.com.br
Estúdio: Castle Rock Entertainment / NPV Entertainment / Village Roadshow Pictures / Fortis Films
Distribuição: Warner Bros.
Direção: John Pasquin
Roteiro: Marc Lawrence, baseado nos personagens criados por Katie Ford, Caryn Lucas e Marc Lawrence

29.3.05

Constantine - fantástico em demasia

Constantine

Não gosto de filmes que brincam com o sobrenatural, e por isso sou suspeito para falar de Constantine. Porém, procurei não levar isso em consideração e avaliar o filme no geral.

John Constantine nasceu nos quadrinhos da Vertigo, sob o título de “Hellblazer” de Alan Moore (o mesmo criador de ”A Liga Extraordinária” e ”Do Inferno” ). Apesar de ser muito pouco conhecida aqui no Brasil, a revista tem grande repercussão lá fora.

A história começa com a descoberta de um estranho artefato no México que desencadeia uma série de acontecimentos sobrenaturais. A detetive Angela (Rachel Weisz) é chamada ao hospital psiquiátrico de Los Angeles, onde sua irmã se suicidou pulando do alto do prédio. Sabendo que a irmã era atormentada por visões e que nunca seria capaz de tirar a própria vida, Angela procura um conhecedor do ocultismo, encontrando o estranho John Constantine (Keanu Reeves) que tem a capacidade de reconhecer claramente os anjos e os demônios híbridos que andam pela Terra com aparência humana. A princípio ele não está disposto a ajudar a detetive (pra não dizer que ele não “dá a mínima”), pois está mais preocupado com o diagnóstico de câncer de pulmão que recebeu de sua médica. Ele sabe que não tem muito tempo de vida e que, quando morrer, Lúcifer em pessoa virá buscá-lo por causa de todos os demônios que ele já mandou de volta pro inferno. Mas ele acaba se envolvendo no caso e descobre que os últimos acontecimentos seriam indícios de que o próprio filho de Lúcifer estaria tentando sair do inferno e entrar no mundo dos mortais.

Se o parágrafo acima lhe pareceu familiar, nada estranho ou absurdo, então CONSTANTINE pode ser que lhe agrade. Agora, se, ao contrário, tudo lhe soou por demais fantasioso, o melhor é ficar longe. Este é um filme para aqueles que “compram” sua história logo no começo, pois nada fica no meio termo: sua realidade é muito própria, e é justamente este seu maior atrativo.

CONSTANTINE só chegou às telas de cinema após sofrer várias alterações, como a nacionalidade do protagonista (de inglês passou a ser norte-americano) e sua aparência, que de loiro virou moreno. A produtora Lauren Shuler Donner (X-MEN) confessa que o protagonista dos seus sonhos seria vivido por Paul Bettany (WINBLEDOM), mas a presença de Keanu Reeves foi imposição da Warner, que só aceitou realizar o filme se fosse com ele no papel principal. As intenções são claras – repetir o impacto de MATRIX. E as semelhanças entre os dois projetos não param por aí. Em CONSTANTINE também nada é o que parece, a realidade pode estar sendo constantemente manipulada por forças muito maiores e mais poderosas e resulta, praticamente, na mão de um único homem (Reeves) a salvação da humanidade.

O que mais me desagradou é que o universo do filme é tão fantasioso e mirabolante que somente os fãs de quadrinhos ou adolescentes conseguem desfruta-lo. Aos demais é provável que aquela profusão de imagens e monstros só gere bocejos, pois muita embalagem sem um conteúdo interessante mais cansa do que entusiasma.

Outro problema sério de CONSTANTINE é a direção de Francis Lawrence , aqui estreando no cinema. Mais habituado com o videoclipes e comerciais, ele transformou seu filme num misto dos dois, onde o merchandising (chega a cansar ver marcas como Chevrolet e Motorola tão expostas e sem nenhum sentido) e o visual estonteante acabam tendo preferência ao desenvolvimento do enredo. Tudo é muito bonito, limpo, artificial. Já o desempenho dos protagonistas inexiste, já que Reeves está sempre com a mesma expressão, do início ao fim da história, enquanto que a mocinha Rachel Weisz precisa estudar muito ainda. Isso sem falar do desnecessário humor negro presente em todo o filme, que só distrai sem colaborar em nada para a história.

Termino minha crítica com uma citação do site "adorocinema": "CONSTANTINE é filme para fãs, para apreciadores de filmes fantásticos e que estejam dispotos a desconsiderar excessos em favor de uma aparência assombrosa."

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Título Original: Constantine
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 121 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.constantine-ofilme.com.br
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Kevin Brodbin e Frank A. Cappello, baseado em estória de Kevin Brodbin e no personagem criado por Garth Ennis e Jamie Delano

15.3.05

Miss Simpatia (Miss Congeniality) - Leve e irresistível!

Miss Simpatia (Miss Congeniality)
Aproveitando o gancho da seuquência que irá estreiar dia 4 de Abril aqui no Brasil (Miss Simpatia 2 - Armada e Poderosa), venho recomendar esse filme que é uma deliciosa comédia.

Durante toda sua vida Gracie Hart (Sandra Bullock) sonhou em seguir os passos de sua mãe, Emily, uma dedicada agente do FBI que morreu em serviço. Mas ela comete erros e é relegada a um trabalho burocrático por seu chefe, fazendo com que ela tenha um único amigo, seu parceiro Eric Matthews (Benjamin Bratt). Quando chega ao FBI a informação de que um grupo terrorista pretende explodir uma bomba durante o concurso de Miss Estados Unidos, logo se decide infiltrar uma agente no concurso, para poder acompanhar de perto os passos dos terroristas. Infelizmente, a única agente disponível é exatamente Gracie Hart, que não gosta nem um pouco da história de ter que se tornar uma miss de uma hora para outra. Para ajudá-la na transformação, o FBI contrata o experiente Victor Malling (Michael Caine), um consultor obsessivo que deve transformar a agressiva Gracie em uma glamourosa candidata a miss, para que ela possa se infiltrar no concurso e descobrir os planos dos terroristas.

O roteiro é bobinho, e a personagem principal é bem mamão com açúcar para uma atriz consagrada como Sandra Bullock, mas ela tem um carisma incrível que somada ao seu talento, fazem desse filme algo irresistível.
Ela brilha em cena.

Filme leve, divertidíssimo e sem apelação. Mesmo com defeitinhos comuns, Miss Simpatia é DEMAIS! O grande problema é que deixa aquele gostinho de quero mais. E ele será saciado dia 4 de abril...

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Clique aqui para ver o trailer. Você precisa do Real Player para isso.

Título Original: Miss Congeniality
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 109 min
Ano de Lançamento (EUA):
2000
Site Oficial: www.misscongeniality.net
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Donald Petrie
Roteiro: Marc Lawrence, baseado em estória de Marc Lawrence, Katie Ford e Caryn Lucas
Produção: Sandra Bullock

11.3.05

O Amigo Oculto (Hide and Seek) - Bom suspense

O Amigo Oculto (Hide and Seek)

No começo, o filme se mostra um excelente suspense. No decorrer dele, o final se torna previsível para os mais observadores. Mas apesar das falhas de roteiro e das dezenas de clichês, consegue ser um filme satisfatório.

O suicídio de Alison (Amy Irving) desestruturou a família Callaway. Desiludido, o viúvo David (Robert De Niro) decide morar com a sua filha Emily, de 9 anos, (Dakota Fanning) numa cidade menor, apesar da terapeuta da menina não recomendar a mudança de casa. A garota está deprimida e o pai acredita que novos amigos e um local diferente podem ajudar a curar a filha. Só que Emily não quer saber de conhecer os vizinhos. A garota já está na companhia de Charlie.

Segundo médicos e estudiosos, é comum que crianças criem amigos imaginários. No caso de Emily e Charlie, no entanto, esta amizade é perigosa. A menina se comporta de maneira cada vez mais estranha com o passar do tempo, especialmente com os novos vizinhos. O pai fica mais preocupado quando a garota e O Amigo Oculto ameaçam a vida da vizinha Elizabeth, com quem ele começa a ter um romance.

Para manter em segredo o fim do filme, a distribuidora entregou aos exibidores todos os rolos do longa, com exceção do último, que foi levado por seguranças no dia da estréia. Esta estratégia nunca havia sido adotada antes. E acho que foi totalmente desnecessária já que o final não é tão surpreendente assim.

No elenco da produção estão a pequena Dakota Fanning que dá um show de interpretação em todos os momentos, e o veterano De Niro, que também aparece na comédia recém-lançada Entrando Numa Fria Maior Ainda. De Niro faz um papel mamão-com-açúcaro sendo ofuscado pela jovem Dakota.


Os primeiros 2/3 do filme são excelentes, o final, deixa a desejar. O problema é que o recurso utilizado no roteiro já foi usado tantas vezes que as pessoas que já assistiram obras semelhantes, como "Janela Secreta", logo sacam tudo. Para quem não se enquadra nesse caso, o filme pode surpreender.

- Clique aqui para ver o trailer.

Título Original: Hide and Seek
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2005
Site Oficial: www.hideandseekthemovie.com
Direção: John Polson
Roteiro: Ari Schlossberg